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Quais são as causas da surdez e como evitá-la

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Quais são as causas da surdez e como evitá-la

Infecção, traumas na cabeça, predisposição genética, exposição a ruído de alta intensidade… Afinal, quais são as causas da surdez? 

Entender como ocorre a perda auditiva é o primeiro passo para quem deseja solucionar esse problema e reabilitar a audição.

Essa compreensão também permite que você consiga evitar as causas mais comuns da surdez, por meio da mudança de hábitos que são nocivos à audição, além da proteção contra ruídos e da prevenção a doenças que estão relacionadas à surdez.

Mas, antes de detalhar as causas da perda auditiva, é preciso entender a definição de surdez. Segundo o Ministério da Saúde, surdez é o nome dado à impossibilidade ou dificuldade de ouvir. Como resultado, ela prejudica de forma significativa a compreensão e a comunicação da pessoa afetada. 

Só que a audição não tem relação apenas com o ouvido: ela é constituída por um sistema de canais que conduz o som até o ouvido interno, onde eles são transformados em estímulos elétricos e enviados para o cérebro, o órgão responsável por reconhecer e interpretar os sons. 

Agora que você entendeu a definição de surdez e compreendeu um pouco sobre o funcionamento da audição, podemos avançar para as explicações das principais causas da deficiência auditiva. 

De forma breve e descomplicada, você vai conhecer as causas mais comuns, para depois entender como evitá-las. Vamos lá?

As causas da surdez

Antes de conhecer as causas da surdez, você precisa entender que são elas que definem o tipo de surdez e como ela será tratada. 

Por exemplo: a surdez causada por exposição a som muito alto é chamada de surdez neurossensorial ou de percepção. Por isso, o tratamento para esse tipo de surdez será diferente do tratamento para a surdez por condução, por exemplo.

Confira as principais causas da surdez e os principais tipos de perda auditiva: 

Surdez de condução ou surdez de transmissão

Esse tipo de surdez ocorre quando a passagem de som para o ouvido interno é bloqueada. Em geral, ela tem causas curáveis, como rompimento do tímpano, acúmulo de cera ou infecção do ouvido.

Surdez neurossensorial ou surdez de percepção

Esse é o tipo mais comum de surdez, e ocorre quando o som não é processado ou transmitido ao cérebro. As causas podem envolver a degeneração do canal auditivo pela idade, lesões no nervo auditivo, doenças metabólicas, doenças genéticas, tumores ou exposição prolongada a som muito alto. Na maioria dos casos, o tratamento ocorre por meio de medicamentos, cirurgias e uso de aparelhos auditivos.

Essas são as duas principais causas da surdez, mas, em alguns casos, os sintomas se somam: há sinais tanto da surdez de condução, como da surdez neurossensorial. Nesse caso, chamamos de surdez mista.

Além disso, também podem ocorrer outros fatores que se relacionam à perda de audição, como nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, uso de antibióticos tóxicos e infecções congênitas, como sífilis e rubéola, que podem levar à surdez congênita (quando a surdez ocorre desde o nascimento).

Como evitar a surdez

Em alguns casos, a surdez pode ser evitada, desde que sejam tomados cuidados e precauções.

No caso das gestantes, por exemplo, uma orientação médica pré-natal é essencial para evitar doenças como sífilis, rubéola e toxoplasmose, que podem provocar a surdez. Sem esse acompanhamento, as mulheres podem se tornar suscetíveis às doenças durante a gestação. 

Em bebês e recém nascidos, o teste da orelhinha é o exame indicado para identificar anormalidades na audição logo nos primeiros meses de vida. Com base nesse exame, o pediatra pode solicitar o auxílio de um otorrinolaringologista, por exemplo, para evitar maiores prejuízos.

Também são recomendadas técnicas simples, mas muito eficazes, como o cuidado redobrado com objetos pontiagudos. Nunca insira canetas ou grampos, por exemplo, no ouvido, porque esses objetos podem causar sérias lesões. É por esse motivo que eles também devem ser mantidos longe do alcance dos pequenos. 

Para trabalhadores expostos a ruídos por tempo prolongado ao longo dos anos, em setores como a indústria, a construção civil, a metalurgia ou mineração, é imprescindível o uso de protetores auriculares, para atenuar o ruído e tornar o barulho confortável ao ouvido. Segundo a legislação brasileira, a distribuição do EPI é uma obrigação do empregador quando os níveis de ruído aceitáveis são ultrapassados. Faça valer os seus direitos!

Evite, também, tomar remédios sem prescrição médica, e tome cuidado especial com os fones de ouvido, porque o seu uso prolongado, com som acima do recomendado, também pode causar a perda auditiva. 

Deu para entender que a precaução é o melhor remédio para quem tem medo de ficar com perda auditiva, certo?

Agora, se você já percebe que tem algum grau de perda auditiva, tomar essas medidas de precaução não vai resolver o seu problema. É necessário buscar atendimento especializado para entender a dimensão da perda auditiva, realizar um diagnóstico personalizado e, aí sim, iniciar o tratamento para reabilitar a audição. 

Se você negligenciar a perda auditiva, pode ser tarde demais no momento em que finalmente buscar ajuda, dificultando o tratamento. 

Quer tirar mais dúvidas? Nós estamos a sua disposição para cuidar da sua saúde auditiva e lhe ajudar a reabilitar a audição. Nossa ambição é reabilitar a sua vida!

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